Saltar para: Post [1], Pesquisa e Arquivos [2]

memóriacurta

memóriacurta

impressões gerais - I

Estão a cumprir-se 4 anos desta legislatura.

O pessoal que governa anda de boa cara: vendeu o que bem entendeu a quem bem entendeu; alimentou os intermediários (que são, no fundo, o pessoal mais próximo, os compinchas, aqueles com quem bebiam um copo ao final da tarde); transferiu os recursos públicos para o privado com evidentes ganhos para estes últimos e, claro, para os recursos públicos (ai os Gabinetes...) que, passada a experiência, passarão para os privados (apenas estes).

Acrescento que, alguns, já transitaram para as instituições europeias e multilaterais, que há muitos para alimentar. Imagino o contentamento deles (e o espanto dos pais e amigos): "Como é possível?".

Lembra-me a uma história que me foi contada há uns anos atrás, em que, abreviadamente, o pai de um atual comentador político dizia,  para quem o quisesse ouvir, que o seu filho era um perfeito imbecil e que não lhe causava admiração o estado a que o país chegara...

Em resumo, foi colocado no poder um conjunto de quase imbecis, notoriamente reconhecidos pelo seu baixo valor intelectual, mas muito simpáticos, com muito apego ao dinheiro e com padrinhos muito poderosos. 

Há 4 anos, aquele que funcionaria como "o" intelectual do regime, António Barreto, presidente da instituição do regime "Fundação Francisco Manuel dos Santos", financiada por um dos empresários do regime, fazia o discurso do 10 de junho. Depois, disse mais uma série de disparates, mas foi-se calando progressivamente. Consta que leu uma coisas sobre tubarões e foi-lhe concessionado um oceanário (com um valente desconto).

Se tivesse jeito para a música, ter-lhe-iam concessionado o Pavilhão Atlântico, ou talvez não, porque o genro do Presidente da República, antecipou-se. Esse sim, tinha jeito para a música. Tanto jeito que conseguiu, há já algum tempo, fundar a melhor rádio alternativa portuguesa, a XFM (penso que foi ele, mas a memória já me atraiçoa). 

A XFM foi uma rádio dirigida a uma imensa minoria. Bloco de Esquerda, pensaríamos nós. Na verdade, ouvi nesta estação (ou na Radar sua sucedânea), por diversas vezes, uma bela voz de uma bela jovem, que chegou a apresentar belos programas de música na TV, arengas (apenas e só) contra o PS. Há que preparar caminhos, diria eu.

Voltando às cercanias da Fundação acima referida, o seu patrono, empresário de inegáveis méritos, recorreu em tempos que já lá vão (nos idos de 2011? ai a memória) ao SNS. Consta que foi bem atendido e o seu problema, felizmente, debelado. Na génese de um pensado regresso ao passado (havemos de ir à Jonet (salvo seja), à cana e ao pescador), disse o vetusto senhor, que não era justo que ele, homem rico, pudesse recorrer a tão bons serviços quase gratuitamente. Ou seja, deixem este SNS para quem realmente não pode, sejam os desgraçados, os espoliados, os atraiçoados pela vida, e façam-no à medida deles. Os outros (remediados), que façam sacrifícios ou escolhas dolorosas.

Ninguém lhe ligou demasiada atenção: pois que estava fraco da moleirinha, que a idade não perdoa, que se percebe a comoção. Que nada temesse, que era bem vindo, que havia lugar para todos e, como se sentia assim tão reconhecido e dinheiro não lhe faltava, o melhor seria para pagar a dívida de gratidão oferecer ao dito SNS uma maquinazinha qualquer, que salvasse a vida a pobres e ricos, homens mulheres e crianças, pretos e brancos, gordos e magros, perigosos esquerdistas ou pios direitistas.

 

Entretanto, outras figuras se começavam a destacar. A sair do armário, por assim dizer.

 

Mais sobre mim

Subscrever por e-mail

A subscrição é anónima e gera, no máximo, um e-mail por dia.

Arquivo

  1. 2015
  2. J
  3. F
  4. M
  5. A
  6. M
  7. J
  8. J
  9. A
  10. S
  11. O
  12. N
  13. D